quinta-feira, 1 de julho de 2010

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite... ou não.

São quase uma da manhã, 00:58 pra ser mais exata, minto 00:59. Entre o sono profundo e a balada minha família está a léguas daqui nesse momento, sendo assim, estou tecnicamente sozinha em casa. Sozinha num sábado à noite. Parece pesado, de fato já me pareceu um dia, desesperador eu diria, mas hoje não. As formas de subornar a mim mesma, outrora tão utilizadas, parecem já não me agregar mais valor real. Não sei se de fato toda aquela parafernália de maquiagem, salto alto, som alto e diversos elementos suspeitos em elevado grau etílico me cercando, de fato eram um suborno, ou simplesmente uma forma de me esconder de mim mesma.
Uma vez, há muito tempo atrás, muito mesmo, quando eu era bem novinha eu me encantei com alguém. Naquela época eu não tinha discernimento, ou base de comparação, pra poder entender ao certo o que eu estava sentindo. Só sei que esse encantamento virou amor, sim amor, e perdura até hoje, só o que eu não entendia é que aquela intensidade de amor não era o bastante, pelo menos não pra mim e descobri isso após ser acometida por uma “paixonite”, que nada mais é do que uma sub paixão, ou uma quase paixão, como queira. E assim como o vento, que apaga as velas e acende as fogueiras (bonito isso, li em algum lugar) a distância se encarregou de fazer o serviço sujo e evidentemente, tudo não passou de uma breve palpitação. Algum tempo passado, o vento voltou balançar as folhas nas bandas de cá. Aprendi que quando se ama não se aceita tudo que o outro nos oferta, aliás, desconfio de que onde se diz sim a tudo haja falta de amor, talvez o mais essencial de todos, o amor próprio. Mas aprendi também que a paixão causa cegueira absoluta e por tempo indeterminado. E por pior que tenha sido, por mais dolorido que tenha sido boa parte do decorrer e principalmente o desfecho da ópera, jamais duvidei de que aquele sentimento que conheci naquela determinada circunstância era a tal da paixão, a legítima.
O amor é um só. Discordo terminantemente de que existam diferentes categorias do mesmo, como amor materno, paterno, fraterno... São diferente intensidades, mas a essência é a mesma, única, imutável. O amor agrega a admiração, o respeito, a consideração, de uma maneira genuína e espontânea, não por medo ou por qualquer tipo de obrigatoriedade. O amor é construído, às vezes depressa, às vezes devagar, mas ele tem fundamento, solidez. O amor não acontece simplesmente, ao contrário das paixões, que chegam sem avisar, entram sem pedir licença e se instalam sem solicitar a autorização do hospedeiro. São errantes e invadem sem dó e com requintes de crueldade, transformando solo sagrado em campo minado. Mas quando se encontram, amores e paixões, são incríveis, imprescindíveis, quase invencíveis. Por mais que nos apaixonemos subitamente por alguém, é extremamente difícil manter essa emoção de forma linear sem a plenitude do amor.
Por vezes amamos alguém, embora não tenhamos paixão pelo mesmo, ou não tenhamos mais. Por outro lado, às vezes somos acometidos por uma paixão nocauteante, mas não chegamos a desenvolver amor, ou ele simplesmente ainda não amadureceu. Mas entre uma coisa e outra, o mais importante é o amor que desenvolvemos por nós mesmos, a forma de nos conhecer profundamente, saber quem realmente somos, o que gostamos, o que queremos, de encontrar nosso lugar no mundo. E ninguém no mundo jamais estará pronto para amar ou ser amado enquanto não desenvolver uma relação intima e profunda de respeito e admiração consigo próprio. Raciocínio narcisista o meu? Até pode ser, dependendo do ponto de vista. E daí? Pelo menos eu me dei a chance de me conhecer, de entender que por várias vezes é muito melhor ter uma conversa inteligente e amigos em quem se possa confiar ao invés de gastar uma grana obscena para estar rodeada de gente vazia e beijar umas bocas repetidas com o simples objetivo de tentar não lembrar daquilo que quero esquecer, tendo a divina oportunidade de entender que muitas vezes ficar sozinha em casa num sábado à noite não é uma forma de me esconder do resto do mundo mas de me mostrar de verdade, nem que seja apenas pra mim mesma.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Desejos e delírios... e vontades!

Estava eu aqui me perguntando, qual é afinal a diferença entre desejo e vontade. Ao consultar o dicionário, tive a seguinte constatação:
Desejo
s.m. Vontade de possuir ou fazer algo. / Apetite sexual. / Anseio, ambição.
Vontade
s.f. Nome dado à capacidade de uma pessoa agir com intencionalidade definida. &151; Quando se acende a luz para ver o que se passa na sala, diz-se que a pessoa que age dessa maneira desejou, empenhou sua vontade, na ação. Este tipo de ação é chamado voluntário. Mas, quando a pessoa pisca os olhos diante de um foco de luz, este ato não é desejado, não é um produto da vontade, e é chamado involuntário.
Engraçado que etimologicamente falando, a vontade parece ser muito mais objetiva que o desejo e eu, sempre acreditei que o desejo fosse muito mais forte que a vontade, até porque, por várias vezes ouvi a frase “Vontade é que coisa que dá e passa, fica quietinha e espera um pouco que ela vai embora.”. Mentira!!! Se eu estou com vontade de comer chocolate, minha vontade só vai passar quando eu enfim comer o bendito chocolate. Sempre acreditei que o desejo era mais específico, mais real, no entanto, analisando mais atentamente, embora ambos sejam intangíveis, o desejo é mais abstrato e a vontade mais concreta. Desejo é idealização de um sonho, de um sentimento, ao passo que a vontade é a força que nos impulsiona a fazer por onde os sonhos se tornem reais.
Meus desejos têm sido muito cruéis comigo, me fazendo idealizar uma vida que eu talvez nunca chegue a viver, ao passo que minha vontade é traiçoeira, fazendo com que eu me permita a usufruir de pequenas amostras de ilusão, que alimentam cada vez mais meu desejo, conseqüentemente aumentam minha vontade e me fazem entrar num círculo vicioso que eu já não sei como fazer pra interromper, ou melhor dizendo, que eu nem sei se quero de fato interromper.
Estranho como ás vezes a vida nos coloca diante de situações com as quais temos que aprender algo, a questão é, aprender o que?. Quem sabe aprender a exercitar o desapego, já que sempre fui extremamente possessiva e ciumenta. Ou ainda, aprender que talvez nem tudo que é proibido é mais gostoso (quanto a essa dispenso comentários). Ou talvez simplesmente precise aprender que se vive um dia de cada vez, e ao contrário de estar sempre uns dez passos a frente de tudo que faço na vida, entender que existe um tempo certo pra tudo aquilo que desejamos, que nem sempre, ou na grande maioria das vezes, não é o tempo da nossa vontade.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Enquanto isso a água rola embaixo da ponte...

Bom dia Papai do Céu! Bom dia Sol! Bom dia Passarinhos! Bom dia Dia!!!!! É tudo que tenho a dizer nesse início de manhã, onde encontro-me, eu, euzinha, em completo, total e absoluto estado de êxtase. Em estado de êxtase sim, apesar dos pesares, independente de outras circunstâncias que assolam minha existência emocional nesse momento. Em estado de êxtase, por ter a confirmação de que, assim como dizia minha mãe “Nada como um dia após o outro e uma noite no meio.”, ou no meu caso, nada como várias baladas umas após as outras e algumas viagens entre as mesmas.
Um belo dia, dá-se um fato em nossa vida que nos deixa meio sem chão, meio triste, meio sem entender ao certo o que aconteceu. Pois tudo parecia muito claro, certo, sem erro, sem muita dúvida, apesar de uma ponta de incerteza, de ansiedade. Apesar de estar muito certa do que se sentia, depois de muito relutar, muito negar. Estava feliz de novo. E justamente no meio de uma fase da vida em que tudo parecia um grande redemoinho, que formava um nó enorme, na cabeça, no coração. Mas no meio desse redemoinho algo aconteceu que parecia atenuar toda a agonia.
Mas como já se previa (não por mim, que fique claro), nada era como “me” parecia ser, e a ilusão foi literalmente engolida a seco, fazendo ainda que algo se quebrasse dentro mim, sem que se percebesse. E eu segui em frente, devagarzinho, com o coração meio doloridinho e com um monte de coisa entalada na garganta pra ser vomitada em cima de quem assim merecesse. E um belo dia, ou melhor, numa bela noite, depois de tanta coisa que aconteceu no meio do meu caminho eu tenho finalmente a oportunidade de externalizar todo o meu desamor.
Nada acontece por acaso. Na realidade, esse fato que se sucedeu apenas fazia parte de algo muito maior. Tratava-se de nada mais nada menos que o estágio final do meu ciclo de reconstrução emocional. Veio confirmando a tese, ou melhor, o fato, de que todas as coisas acontecem exatamente no momento em que devem acontecer.
Eu estava quietinha no meu cantinho, descobrindo um jeito diferente de me esconder dos meus sentimentos (fato a ser explicado no próximo post), quando de repente e não mais que de repente, recebo um chamado urgente da terra dos mortos-vivos, anunciando a volta dos que não foram. Eu juro de pé junto que relutei, e não foi uma vez só não. Mas como procuro sempre ser uma pessoa melhor e a cada dia ajudar os meus próximos, assim como os não tão próximos também, dei ao zumbi a oportunidade de ser chutado presencialmente, dado o inconformismo do mesmo diante da situação ao tentar puxar meu pé pelo telefone. O que no final acabou sendo ótimo, uma vez que me ajudou a desengasgar de uma vez por todas daquele ranço preso na minha garganta, assim como me fortaleceu um pouquinho comigo mesma, de forma que eu possa encarar a situação atual com mais firmeza e determinação e, porque não, a bendita da paciência.
É crianças, nada como um dia após o outro e uma noite no meio, ainda que a mesma tenha a duração de uma típica noite de inverno na Sibéria*.


* Pra quem não sabe, algumas noites de inverno na Sibéria chegam a durar quase ou mais de 180 dias, isso quer dizer que são mais ou menos 06 meses sem um raio de sol sequer.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Um breve ensaio sobre a cegueira...

Olá crianças!!! Toda viagem é um aprendizado, muitas vezes em níveis inexplicáveis. E a todo momento nos são enviadas mensagens sutis, subliminares, que na maioria das vezes não vamos reconhecer, talvez pelo fato de estarmos tão focadas na espera por um pedido de casamento dito em um megafone, que simplesmente deixamos passar despercebidos esses sinais sutis, essas mensagens subliminares que os homens nos mandam.
Ao contrário do que se pensa, as mulheres são seres muito mais racionais que os homens, raciocinam até demais às vezes. Concordo que não teria chego a esta ilustre conclusão se esse tema não tivesse sido abordado no Fantástico do último domingo, mas a partir daí comecei a analisar com mais cuidado esse assunto. Muitas vezes, na grande maioria eu diria, os homens não sabem externalizar seus sentimentos, simplesmente por não serem capazes de organizá-los e ponderar os fatos, aí das duas uma, eles piram jogando tudo pra cima quando não querem mais manter um relacionamento, ou sufocando de carinho e atenção quando estão apaixonados, ou ainda, querendo muito, ou não querendo mais nada, mandam mensagens, sem dizer nada de concreto. Mas como eu disse anteriormente, você racionalizou tanto esse sentimento, ficou tão focada na espera de algo, que não percebeu as coisas acontecendo ao seu redor, simplesmente porque elas não aconteceram da maneira que você esperava.
Eu confesso que é muito mais fácil de a gente perceber as mensagens que são enviadas pros outros e não pra gente, pois no meio do turbilhão de sentimentos que estamos constantemente ocupadas tentando organizar, acabamos nos tornando incapazes de captar essas mensagens e coletar dados, que poderiam ser processados e transformados em informações a serem usadas a nosso favor.
Às vezes num gesto simples, num toque, num olhar, na maneira que eles organizam as coisas ao redor, numa demostração explícita de dor-de-cotovelo muitas vezes nos gritam silenciosamente o desejo de nos ter por perto, a chance que estão nos dando de chegar com tudo, de literalmente tomar conta do espaço e nos fazermos presentes de uma vez por todas, e de tão perdidas entre as nossas convicções e tão cegas pelo sentimento que nutrimos pelo individuo, nós simplesmente não conseguimos enxergar, procurando pêlo em ovo e chifre em cabeça de cavalo e, consequentemente, permitindo que outra pessoa tome conta do espaço que está sutilmente nos sendo ofertado.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Entendeu??? Ou quer que eu desenhe???

Estava aqui refletindo acerca do falecimento da fêmea do filhote bovino e me veio a seguinte indagação: “Por que alguns homens simplesmente não conseguem enxergar a diferença básica entre ser educada e estar dando mole?”. E o pior disso tudo é que muitas vezes, quando a paciência começa a findar-se, você já nem faz mais tanta questão assim em ser tão cortês ou educada, mas ainda assim o sujeito não se manca.
Comecemos a ilustrar pelo começo. Há cerca de um ano e alguma coisa atrás, estava eu num sábado a tarde qualquer, trabalhando tranquilamente, e muito tranquilamente diga-se de passagem, já que nos fins de semana de baixa temporada eu acabo tendo pouquíssimo a fazer no trabalho, e eis que surge em meu MSN um sujeito que nunca vi mais loiro, aliás, não somente no MSN, mas também no Orkut. E foi nesse momento que começaram as minhas dores de cabeça por aceitar adicionar alguém que eu não conhecia previamente, mas como era a primeira vez, eu nunca havia tido problemas nesse departamento, não sabia direito onde estava me metendo e fui em frente. A principio parecia ser uma pessoa normal, a principio inclusive o papo fluiu super bem e ele então me passou seu número de telefone. Poxa vida, eu pensei comigo, que se ele confiou em mim a ponto de me passar o telefone, talvez não fosse um psicopata que estaria apenas pensando em me seduzir a fim de me picar e me jogar em algum terreno baldio, aí sim, eu fiz a burrada da minha vida e liguei pro sujeito. E por incrível que pareça, pelo telefone o papo fluiu ainda melhor. Aí vocês então me perguntam, por que eu acredito então que foi idiotice minha ligar? Logo isso ficará claro.
Pouquissímo tempo depois comecei a me enroscar com o meu ex, de leve, e logo as coisas começaram a já não ficarem tão leves assim, logo, eu cortei o contato com o sujeito do MSN dando vazão enfim a algo que começava se fortalecer fora do mundo virtual.
Enfim, acabei começando a namorar , namoro de verdade, de levar em casa, apresentar pra família e tudo. Passado um tempo sem ter qualquer tipo de contato, num domingo a noite sem mais nem menos o cara do MSN me liga, e eu atendi, sem ao menos olhar o número que chamava. Quando percebi que era o sujeito gelei, afinal, meu ex estava ao meu lado, assistindo TV em casa. Bom, despachei o sujeito, falei que estava comprometida, mas isso não significa que não tenha rolado uma briga que durou aproximadamente uma semana, tempo ainda insuficiente para poder explicar para o meu namorado que focinho de porco não era tomada.
Depois de um tempo quando eu já estava novamente solteira e na luta, reencontrei o sujeito no MSN e pensei comigo, por que não? E posteriormente eu entenderia. Marcamos um encontro. Óbvio que eu escolhi um lugar público, movimentado, onde as pessoas me conheciam, e naturalmente levei comigo minhas duas fiéis escudeiras. O cara chegou mais de uma hora atrasado do horário que havíamos combinado, e além disso não deu aquela liga, e ficou evidente, pra mim, pras minhas amigas, até pro garçom que sempre serve a gente naquela lanchonete, menos pra ele.
No dia seguinte, ou uns dois dias depois, não lembro ao certo, ele mandou mensagem pro meu celular, mas dei uma de que não era comigo e não respondi. Mas ele não se deu por vencido.
E fui assim, dando umas ignoradas sutis quando cabia, sendo vaga quanto a sair com ele novamente, esperando que ele percebesse que não iria rolar, pelo menos não nessa encarnação.
Eu sei que nessa passou um bom tempo, volta e meia ele vinha com uns papinhos de nerd sem pé nem cabeça pelo MSN, eu fazia que prestava atenção, até que um belo dia ele realmente conseguiu chamar a minha atenção com um convite deveras estapafúrdio. Mais uma vez, ele me chamou pra um cinema e um temaki, mais uma vez eu fui extremamente vaga em relação a aceitar, e ignorando completamente minha postura, ele vira pra mim e diz que sentiu uma química muito forte entre nós e que gostaria de poder ficar mais a vontade comigo, a sós. Meu Deus!!!!! Que raio de química foi essa, que só existia na cabeça dele??? Ainda teve a audácia de me perguntar quanto tempo fazia que eu não ficava a vontade com alguém. Fiquei passada. Deixei claro a minha postura em relação ao que ele havia proposto, ele querendo me dar lição de moral, dizendo que eu deveria “relaxar um pouco mais e me deixar levar”, que eu devia ser uma namorada chatíssima, que só estava me dizendo isso pro meu bem, enfim, rendeu-me boas risadas com o resto da gangue, mas resolvi não cortar de vez o contato, pois algo em mim me dizia que ele ainda iria aprontar algo ainda mais emocionante e divertido. Dito e feito.
Durante meu pós operatório (caso eu não tenha comentado antes, recentemente passei por uma cirurgia de correção de septo), estava em casa, quase matando ou morrendo de tédio, e resolvi entrar no MSN. Adivinha quem veio falar comigo??? Pois é crianças, na situação em que eu me encontrava, engessada, acamada e desesperada, eu precisava de algo divertido pra colocar na pauta da reunião de cúpula. E ele de fato se encarregou de me dar algo bem pitoresco pra ilustrar as noites de temaki, espetinho e caminhadas na praia. Começo de conversa, tudo normal. Filmes, carros, apartamentos, a conversa parecia até estar rolando de forma bastante adulta, até ele perguntar se podia abrir a webcam, naquele momento eu percebi que era melhor sentar que lá vinha história. Ele vira pra mim e diz se eu me importava com o fato de ele estar de cueca boxer, eu disse que não, alegando eu que estando ele sentado nem daria pra eu ver. Mas ele não se deu por satisfeito, e no decorrer da conversa perguntou se eu poderia opinar quanto à cueca, já que ele havia comprado a pouco tempo. Tava demorando pra tragicomédia começar. Eis que ele se levanta e começa a tentar encenar uma performance bizarra e ainda por cima tentando fazer cara de sexy. Naquele momento só rir me restava, mas antes de a coisa toda ficar esdrúxula demais, tive o bom senso de parar a conexão com a câmera. Ele mais uma vez quis dar lições de anti-moral, dizendo que eu era retraída demais. Pombas, se fosse meu namorado e eu tivesse uma baita intimidade com ele, beleza, nada mais seria que um joguinho de sedução entre os dois, até aí eu acharia permissível, mas eu mal vi o cara uma vez na vida, passei um ano dando toco atrás de toco nele e um belo dia, sem mais nem menos ele resolve me presentear com uma strip tease pela webcam. Será que passou pela cabeça dele que eu ia ficar tão ensandecida com o show que não ia me conter e ia querer dar pra ele alucinadamente a noite inteira? Enganou-se.
Depois disso ele ainda tentou mais algumas vezes tentar me chamar pra sair, mandou mensagem, convidou pra cinema, temaki, enfim. Mas depois de tudo isso nem cabe mais ser vaga e me fazer de desentendida, até porque, nem ignorar sumariamente tem adiantado mais.

sábado, 8 de maio de 2010

Somewhere over the rainbow...

Ainda pequena aprendi que o arco-íris sempre aparecia no céu quando o sol começava a sair enquanto a chuva estava quase terminando, mas não sabia ainda que havia uma explicação científica pra isso, e que o arco-íris tem até hora pra aparecer no céu, sempre no começo da manhã ou final de tarde, segundo o que aprendi no ensino médio, há algum tempo atrás, que não vem ao caso.
Uma vez tive um sonho, há um tempo atrás, um ano e pouco acho, em que me via no meio de uma tempestade e de repente eu olhava pro céu e via um raio de sol tímido, surgindo entre aquelas nuvens carregadas e escuras, ocasionando um arco-íris bem improvável. Ao contar o sonho pra minha mãe, considerando que eu estava vivendo um momento de relativo caos emocional, mamys disse-me que talvez aquele fosse um sinal de que no meio do caos que eu estava vivendo, algo de bonito nasceria... poético, mas na prática, foi só uma situação caótica que não deixou marcas visíveis a olho nú.
Depois de um começo de fim de semana improvável, que começou com a minha religiosa visita semanal ao templo da beleza acompanhada de mamys, ou melhor dizendo, voltando um pouquinho mais a fita, meu fim de semana começou na quinta-feira a noite, arrebatada por um turbilhão de sensações que estou tentando organizar dentro de mim até agora.
Amanheci completamente ensolarada na manhã de sexta-feira. Envolvida pelos raios mornos de um sol da manhã que me conduziam ao exercício do labor diário. Enquanto eu flutuava dentro de mim mesma, esqueci de reparar que o tempo começou a mudar, e quisera eu que fosse apenas no campo meteorológico. O sol se escondeu. Os seus raios mornos de outono deram lugar a uma brisa sutilmente gélida, que posteriormente iria se materializar em um verdadeiro tufão, que viria para me carregar bem longe dos matutinos planos singelos e significativos, me obrigando a admitir que a pílula da felicidade que eu havia tomado já não fazia efeito, me fazendo lembrar ainda que tratava-se apenas de uma amostra grátis de um placebo altamente viciante.
Percebi que não posso mais adiar as conversas inadiáveis, logo terei que ouvir tudo aquilo que não gostaria de ouvir, mas que no entanto talvez precise. Procurei extravasar minha angústia através da bebedeira alheia, de um papo cabeça regado à cafeína ás duas da manhã e de uma partida e meia de sinuca, finalizada com uma performance inesperada de dança encenada numa rua deserta num final de madrugada, depois de ter passado a noite inteira vigiando o celular, esquecendo que pedi encarecidamente e enfurecidamente a alguém que não o fizesse tocar, contando nos dedos, de meia mão, quantas vezes ao longo da noite que eu de fato consegui sair de dentro de mim mesma, encontrando em algum lugar perdido na minha alma, raros e afastados abrigos a fim de me proteger da tempestade que acontecia dentro de mim.
Inicio de manhã. Depois de não conseguir cochilar por quarenta minutos, fui retirada do meu estado de transe leve ao sentir o celular vibrando ao lado da minha cabeça, como punição por um crime que não cometi (pelo menos não na noite anterior), relembrando de tudo aquilo que não consegui esquecer.
E rumando mais uma vez ao labor diário, ao som de “The One” do Elton John, a única música que eu efetivamente ouvi, dentre todas que rolaram no playlist do meu MP3 Player ao longo do trajeto, atentei para alguns pingos de chuva que começavam a formar um desenho abstrato nos vidros das janelas do coletivo que me carregava. E depois de esbravejar um pouco comigo mesma por não estar munida de uma guarda-chuva, um dos resultados da minha escolha de não passar no meu lar doce lar antes de me dirigir à labuta, olhei um pouco mais longe e vi que entre algumas nuvens levemente acinzentadas uns tímidos raios de sol que tentavam inutilmente desbravar algum brilho sobre o dia ainda tenro, e por mais que eu tenha procurado, dentro e fora de mim, nessa manhã eu não consegui ver o arco-íris.

terça-feira, 20 de abril de 2010

"ADQUIRA AGORA SEU NOVO AMOR! TAMANHOS P/M/G/XG... FRETE GRÁTIS."

Corações solitários em busca de um amor... Idade entre X e Y anos, trabalhadores, carinhosos, dedicados, sem filhos, sem vícios, que amem a natureza e estejam dispostos a ter um relacionamento estável e duradouro. Esse foi o resumo de uma coluna que li numa revista de variedades de um jornal de São Paulo, onde pessoas enviam suas fotos e pretensões a fim de que alguém se encaixe em suas expectativas. Não sei se é mais deprimente, cômico ou trágico o fato de algumas pessoas acreditarem que podem encontrar alguém sob medida, ou melhor, sob a medida dos seus sonhos, mas como a esperança é a última que morre e eu torço sempre por um final feliz pra todos, tomara que essas pessoas realmente conquistem o inconquistável (se é que essa palavra existe), alguém que caiba nos seus sonhos.
Relacionamentos acontecem... a partir de um olhar, do cheiro, do toque das mãos e muitas vezes, a gente nem sabe ao certo em qual momento isso aconteceu... Às vezes acontece no momento mais inoportuno possível e de repente você acaba se vendo num labirinto, em completo desespero à procura da saída mais próxima. E um belo dia você percebe que o fator relevante passa a ser o que você quer pra si e não o que quer do outro, e aí sim, somos surpreendidos novamente. Até bem pouco tempo atrás eu mesma defendi essa tese veementemente, e não querendo ser contraditória, mas sem deixar de ser, não tenho vergonha ou medo de ser uma metamorfose ambulante e admitir que talvez a coisa não funcione bem assim. Ás vezes você conhece alguém que aparentemente é o seu número, mas que por alguma razão quantitativa ou qualitativa, faz com que o sapato fique bem desconfortável no seu pé, e a situação bem desconfortável de ser mantida. Tudo bem que nada impede que o sapato seja confortável e você não tenha vontade de tira-lo do pé, embora a situação venha a te obrigar a isso.
Podem acontecer também situações extremas, onde o ditado popular “Antes um na mão que dois voando” é sumariamente contrariado e você se vê entre duas possibilidades (ou em casos mais raros e de mais sorte, até mais) distintas e dispostas, e um enorme desejo de sair voando de repente se apodera do seu ser, dado o fato de que você simplesmente não sabe quais são as os fatores a serem considerados a fim de tomar uma decisão na direção de escolher qual sapato calçar, qual pássaro libertar, enfim... e é por essa razão que muitas vezes é difícil nos guiarmos apenas pelos nossos anseios individuais, pois sentimentos, como eu já disse, são ambíguos, voláteis e traiçoeiros, e cada pessoa que passa pela nossa vida tem um jeito diferente de ser, de pensar e de nos fazer sentir em relação ao mundo e em relação a nós mesmos. Quer saber, se a coisa é assim tão complexa, talvez eu mude de opinião mais uma vez e concorde que talvez seja melhor mesmo que a gente siga pela vida esperando alguém que se encaixe exatamente num parâmetro pré-determinado e pré-moldado. Sendo assim, voto a favor dos amores por catálogo. Talvez a busca, ou espera, se torne mais simples, mas cômoda, menos perturbadora, menos emocionante... talvez, quem sabe.

sábado, 10 de abril de 2010

Ode ao Movimento de Rotação

Contrariando mais uma vez meus princípios e ignorando todas as dores de cabeça que já tive e ainda tenho em função de aceitar adicionar pessoas que não conheço em meu MSN, tive numa madrugada de sábado o quase humorístico diálogo com uma peça rara que aqui denominei apenas com o singelo pseudônimo de “Rapaz Rotativo”. O diálogo foi editado a fim de dar uma pouco de objetividade à coisa (algo que meu amigo não foi nem um pouco), e também, a fim de proteger certas informações que o moço me passou (ética acima de tudo), tais como profissão, idade, região onde mora e por aí vai, no entanto, mantive os pequenos erros de grafia que cometemos fatalmente ao usar o MSN, para manter a veracidade das coisas... agora chega de delongas e vamos ao referido bate-papo:


(2:40) Letícia:
boa noite, quem é vc, e como surgiu no meu msn?
(2:40) Rapaz Rotativo:
boa noite td bem ctgo ?


(2:41) Letícia:
comigo sim e vc?

(2:41) Rapaz Rotativo:
cmgo td ótimo tbm graças a DEUS

(2:41) Letícia:
q bom

(2:42) Letícia:
mas, só por curiosidade, como mesmo q vc conseguiu meu msn? rs

(2:42) Rapaz Rotativo:
bem como acha que consegui o seu msn ??rs

(SE EU SOUBESSE NÃO PERGUNTARIA... SABE COMO É, MINHA BOLA DE CRISTAL TRINCOU E MEU CERTIFICADO DE VIDENTE AINDA NÃO CHEGOU PELO CORREIO...)

(2:43) Rapaz Rotativo:
bem antes de mais nada,vc é mto bonita e tbm uma pessoa com ideias bem interessante gostei mto

(2:44) Rapaz Rotativo:
adicionei vc pois é uma pessoa que pensa diferente ;;;;;

(2:44) Rapaz Rotativo:
mto simpatica vc legal mto bom

(2:45) Letícia:
mas cmo vc sabe q penso diferente?????

(2:48) Rapaz Rotativo:
só me encontrou aqui a essa hr pois é sabado e estou sem sono mas ,ok querida quero lhe dizer

(EM QUAL MOMENTO MESMO EU PERGUNTEI O QUE ELE ESTAVA FAZENDO AQUELA HORA NO MSN? SEI O QUE EU ESTARIA FAZENDO SE NÃO ESTIVESSE EM RECUPERAÇÃO PÓS OPERATÓRIA E SERIA BALADA FORTE NA CERTA...)

(2:48) Letícia:
oq vc quer me dizer??????

(2:48) Rapaz Rotativo:
q é uma pessoa com uma essencia unica

(2:49) Rapaz Rotativo:
é uma pessoa diferente entende não igual ao que se rotula hj em dia que ao meu ver é pessimo

(2:49) Rapaz Rotativo:
creio que cd qual tem quer ser do seu modo ao seu jto em td e pude notar isso em vc

(2:50) Letícia:
só uma pergunta, uma suposição

(2:50) Rapaz Rotativo:
sim , fc a vontade

(2:50) Letícia:
lembro q qdo vc me pediu p add, disse q havia visto meu profile no orkut e tinha gostado

(2:51) Rapaz Rotativo:
a que bom então se lembra vai me perguntar pq não lhe add

(2:52) Rapaz Rotativo:
então não te adicionei ,pois não costumo fz isso ,sou mto de boa nesse ponto tenho o meu orkut só por ter,não sou escravo de net enfim mas gostei de vc e lhe add

(TECLA SAP: INSEGURANÇA!!! NO MINIMO O SUJEITO TEMEU PELO QUE EU ACHARIA SE VISSE SUAS FOTOS NO ORKUT E PENSOU EM TENTAR ME GANHAR NO XAVECO BARATO ANTES...)

(2:52) Rapaz Rotativo:
e não adiciono qq pessoa acho ridiculo inclusive quem o faz sou bem seletivo

(2:53) Letícia:
q bom

(3:03) Rapaz Rotativo:
e me fala de vco seu jeito de ser seu interior

(QUER SABER DO MEU INTERIOR? TE MANDO MINHA ÚLTIMA RADIOGRAFIA PELO CORREIO)

(3:04) Rapaz Rotativo:
e não fique entediada,podemos nos entender mto bem me interessei bastante por vc ah ,seu nome é lindo

(3:04) Letícia:
obrigada

(3:04) Letícia:
mas fiquei um pouco intrigada com uma coisa

(3:05) Rapaz Rotativo:
sim ,diga

(3:07) Rapaz Rotativo:
nossa ,ta tc um livro ai ,rs

(3:07) Letícia:
no meu orkut, onde vc disse q me viu e despertou interesse em me conhecer, tem apenas pensamentos de outras pessoas q eu julguei parecidas com meu modo de pensar, de forma atenuada, n tem idéias minhas descritas ali (até pq as vezes minhas idéias assustam um pouco), então eu gostaria de saber como mesmo vc sentiu esse feeling de me achar singular no meio do plural?

(3:11) Rapaz Rotativo:
sim ,é facil ,dizer,pessoas singulares como vc ,costumam ter pensamentos amplos ,mtos ao mesmo tempo ,uma massificação ,ou seja,tem uma pluralidade sem igual ,tanto é que a sua singularidade vem de mtos pensamentos juntos ,formando assim um só pensamento unico talvez,entende,uma unica combinação ,que com ctza,até msma vc não se encontre,vj que é alguem com ideias concretas da vida,com uma auto ...

(3:12) Rapaz Rotativo:
critica tbm mto grande,alguem mto honesta ,verdadeira,mto vc,tornando-se assim singular as vx até o extremo ,ok ,é mto bom isso ,porem as vx não tbm ,pois faz com que se cobre demais tbm ainda mais hj em dia ne no mundo em que vivemos que as pessoas rotulam ser parecidas ou pensar nisso ou naquilo

(PRIMEIRA OPÇÃO: O SUJEITO TINHA ACABADO DE PUXAR UM FUMO DOIDO; SEGUNDA OPÇÃO: O CARA ESTÁ TENDO AULAS DE POESIA FILOSÓFICA COM ALGUM COMPOSITOR BAIANO E PASSOU A ACHAR QUE O MUNDO É LINDO, AS PESSOAS SÃO LINDAS... OU NÃO... SIMPLESMENTE IMPOSSÍVEL CONTABILIZAR QUANTAS VEZES ESSE CIDADÃO DEU A VOLTA EM TORNO DO PRÓPRIO EIXO)
(3:27) Rapaz Rotativo:
e ai gostou do q falei?
(3:28) Letícia:
entao, desculpa a minha franqueza, mas achei q vc foi redundante e um pouquinho confuso na sua colocação, logo, vc continua me deixando sem resposta... é q tipo assim, eu sou uma pessoa muito incisiva e direta, e gosto qdo as pessoas vao direto ao ponto comigo, sem muitos rodeios, entende?
(SERÁ QUE RESPONDI A PERGUNTA DELE???)
(3:30) Rapaz Rotativo:
sim ,mas fui direto
(EM QUAL MOMENTO FOI ISSO? SERÁ QUE DORMI EM ALGUMA PARTE DO FILME?)
(3:31) Letícia:
bem, as pessoas tem diferentes formas de serem diretas naquilo q pensam, como te disse, eu sou mais incisiva
(3:31) Rapaz Rotativo:
sim ,mas talvez vc interpretou de forma direta
(3:32) Letícia:
pode ser, enfim
(MELHOR NÃO CONTRARIAR)
(3:33) Rapaz Rotativo:
ops,afinal ha varias forms de se interpretar
(3:33) Rapaz Rotativo:
pensamentos podem ser interpretados de varias formas formas ambíguas
(3:34) Letícia:
filhos?
(3:34) Rapaz Rotativo:
nãose tivesse com ctza não estaria tc ctgo ok
(3:35) Letícia:
perguntei se vc tinha filhos, n se era casado
(3:35) Rapaz Rotativo:
pois estaria com a pessoa com quem eu tivesse tido o filhos q não é o caso solteiro se fosse casado jamais estaria aqui
(O QUE MESMO O IMPEDIA DE SER UM DOIDO PATÉTICO QUE PROCURA DIVERSÃO NA NET COM ALGUMA MENOR DE IDADE ENQUANTO A MULHER E OS FILHOS DORMEM NO ANDAR DE CIMA? ALIÁS, EM QUAL SÉCULO MESMO ELE PENSA QUE ESTÁ VIVENDO? O FATO DE TER UM FILHO COM UMA PESSOA NÃO IMPEDE OUTRA DE SEGUIR COM SUA VIDA CASO O RELACIONAMENTO NÃO DÊ CERTO... PELO MENOS NO MEU PONTO DE VISTA...)
(3:35) Letícia:
q bom
(3:35) Rapaz Rotativo:
não acho correto
(3:36) Rapaz Rotativo:
qual a sua religião?
(3:37) Letícia:
olha, n tenho uma religiao definida, acredito em deus, em jesus, n curto mto esse negocio de imagens, de santos, enfim... e vc?
(3:38) Rapaz Rotativo:
sou mto catolico ,mto mesmo
(3:38) Rapaz Rotativo:
acredito em DEUS E em STOS TBM SOU MTO DEVOTO
(3:40) Letícia:
assim, n entendo e n me toca mto a questão de adoração de imagens, acho q o principio da fé é crer sinceramente naquilo q n conseguimos ver, mas no amor q sentimos vir a nós
(EM MOMENTO ALGUM EU O JULGUEI PELA SUA CRENÇA, ASSIM COMO NÃO JULGO NINGUÉM, ASSIM COMO TENHO AS MINHAS CRENÇAS E CONVICÇÕES, CADA UM TEM DIREITO A TER AS SUAS, MAS PELO JEITO O BONITO LEVOU PRO LADO PESSOAL)
(3:40) Letícia:
mas, cada um tem um modo de pensar e repeito mto isso
(3:41) Rapaz Rotativo:
OK,Q BOM QUE RESPEITA,POIS VENERO SANTOS SIM E VJ BEM VENERAR É BEM DIFERENTE DE ADORAR
(3:42) Rapaz Rotativo:
É INTELIGENTE E SEI Q SABE DISCERNIR
(NA VERDADE NÃO VEJO DIFERENÇA ALGUMA, ALIÁS SE ALGUÉM SOUBER FAVOR ME EXPLICAR, SOU HUMILDE O BASTANTE PRA APRENDER...)
(3:42) Letícia:
sim, naturalmente
(MAIS UMA VEZ, MELHOR NÃO CONTRARIAR)
(3:43) Letícia:
e por experiencia propria aprendi q religiao, futebol e politica n se discutem
(PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA?)
(3:44) Rapaz Rotativo:
SEM DUVIDAS MESMO
(3:50) Rapaz Rotativo:
QUERIDA VOU INDO OK
(3:50) Letícia:
blza, boa noite p vc
(ADEUS TAMBÉM FOI FEITO PRA SE DIZER!)
(3:50) Rapaz Rotativo:
SE PUDER DEIXA UM CONTATO POR FAVOR
(3:51) Rapaz Rotativo:
GOSTEI DE TC C TGO
(3:51) Letícia:
estou sempre aqui no msn, qdo entrar me chama e conversamos
(ISTO É, SE ALGUM DIA EU PERDER COMPELTAMENTE O JUÍZO E TE TIRAR DA MINHA LISTA DE CONTATOS BLOQUEADOS)
(3:54) Rapaz Rotativo:
OK BOA NTE
(TU-TU-TU-TU-TU..... SIMULAÇÃO LITERAL DO EFEITO SONORO RESULTANTE DO ATO DE DESLIGAR NA CARA DO OUTRO)

É isso aí minha gente... só pra constar, na extensão, ouvindo, ou melhor, lendo toda esta conversa estapafúrdia, através do advento do COPIA/COLA, estava um grande amigo meu, Paulo (beijo Pauletis), com o qual eu desenvolvia uma profunda reflexão: seria esse sujeito um psicopata que estava tentando me seduzir a fim de me picar e me jogar num terreno baldio, ou seria ele apenas um energúmeno qualquer que gostou da minha foto no Orkut e tentou jogar um xaveco barato pra ver se conseguia finalizar... enfim, depois de analisarmos profundamente a questão, concluímos que os psicopatas normalmente possuem um raciocínio um pouco mais lógico.

quinta-feira, 18 de março de 2010

90 dias, sem direito a renovação.

Olá crianças!!! Embora há algum tempo eu esteja refletindo acerca deste assunto, o post de hoje será uma espécie de resposta a um post publicado num blog que acompanho de vez em quando. Digamos que foi o empurrãozinho na caixola de que eu estava necessitando.
Em suma, o post no tal blog falava sobre ciclos de vida de um relacionamento. E eu vou falar um pouquinho sobre como isso tem funcionado pra mim e ao meu redor.
Como eu disse no comentário que fiz ao referido post, todo relacionamento tem seu ciclo de vida. Alguns, mais raros hoje em dia, duram de fato “até que a morte os separe”, ou seja, nascem, amadurecem e só morrem quando um dos dois de fato passa dessa pra melhor, ao passo que outros nascem e morrem sem ao menos amadurecer.
Outro dia desses eu e mamys estávamos em casa assistindo televisão e começamos a assistir um programa chamado “SETE DIAS PARA SALVAR SEU CASAMENTO”, que é apresentado por uma terapeuta de casais cujo nome eu não me lembro, do canal Discovery Home&Health. Eu confesso que sou uma pessoa extremamente cética e não acredito que alguém possa apresentar uma fórmula mágica que em uma semana apenas seja capaz de livrar do purgatório um relacionamento que está caminhando a largos passos pro buraco há anos. Mas no decorrer do programa, a terapeuta e apresentadora disse algo que fez sentido pra mim. Um relacionamento nada mais é do que a união entre duas pessoas que tiveram criações e estilos de vida completamente diferentes e decidiram num determinado momento viver felizes para sempre, ou nem sempre. A verdade é que esses diferentes pontos de vista que ambos adquiriram ao longo de toda uma vida geram um choque inevitável quando colocados debaixo do mesmo teto. Resumindo, o que mantém um relacionamento não é o amor apenas, mas a forma como as pessoas aprendem a lidar com os conflitos que fatalmente acontecem.
Ótimo, mas antes de darmos pulos de alegria por termos descoberto não a fórmula da Coca-Cola, mas do relacionamento perfeito, não nos esqueçamos do quase insignificante detalhe que, atualmente, a tolerância das pessoas chegou a um nível tão mínimo, que praticamente ninguém tem mais paciência pra cultivar a relação e tentar lidar com os problemas que surgem pelo caminho. Mea culpa, eu sou uma delas.
Eu tenho um trabalho extremamente estressante, que me exaure física e emocionalmente. Tenho 25 anos, bom senso de humor, sou articulada, consigo desenvolver um diálogo a respeito de quase tudo que se imaginar, bem estruturada financeiramente e bem encaminhada profissionalmente, em outras palavras, se eu fosse homem eu me pedia em casamento, mas antes que eu me mate de rir com a descrição que fiz de mim (propaganda é a alma do negócio), lembro que eu não chego a dar a ninguém a chance de transpor a barreira que eu coloquei ao meu redor, com a inaptidão notória que adquiri para engolir sapos, desenvolvida em função de ter uma vida atribulada e querer um refúgio para o caos do meu cotidiano.
Assim, faço uma analogia entre minha vida afetiva e minha vida profissional. Logo que comecei a trabalhar, no primeiro ano da faculdade, estava com uns 19 anos e passei um ano trabalhando num escritório como assistente financeira e depois que saí de lá rodei vários empregos a fio, entrando em um e saindo de outro quase que simultaneamente. Naquela época eu tinha um namorado que ficava doido da vida com a minha atitude e acahava que eu deveria criar raiz em algum lugar, no entanto eu pensava diferente, e decidi que a minha hora de errar, de me arriscar, de ousar querer algo melhor era aquela, ao invés de me agarrar em qualquer empreguinho e um belo dia não podendo mais contar com o mesmo, ter que me contentar com qualquer coisa em função de não ser mais competitiva para o mercado de trabalho. Enfim, os anos passaram, o namoro evidentemente não durou, eu me estabilizei profissionalmente, porém, transferi o racícinio lógico que eu tinha em relação à minha vida profissional pra minha vida afetiva. Acho que há pelo menos uns dois anos meus relacionamentos não duram mais que três ou quatro meses, parece contrato temporário ou período de experiência. Quando chegamos a fase dos conflitos, eu aturo uma, duas, no máximo três, a partir daí é rua, sem chances de recontratação. Há muito tempo atrás eu já tive experiências de namoros longos, quatro anos, dois anos, um ano. Depois disso minha tolerância foi se dissipando no vento. Talvez seja uma coisa minha, sei lá. Uma das coisas que aprendi sobre mim mesma com os meu namoros mais longos foi que eu definitivamente não preciso de muito tempo pra saber se quero ficar ao lado de alguém a longo prazo ou não e talvez por isso eu seja absolutamente contra namoros que duram anos a fio. Talvez hoje seja esse o meu medo e a cerne da minha intolerância, o receio de me dedicar anos a fio a um relacionamento que não dê em nada e depois de anos me dedicando a uma pessoa que não me levou a lugar nenhum, acabar me contentando com o primeiro que aparecer na minha frente por não me sentir competitiva no mercado amoroso. Essa é a minha opinião, podem discordar se quiserem. Sou assim porque tudo que vivi até hoje me levou a pensar dessa forma, além da certeza de que meu amor próprio e minha sanidade mental não tem preço. Não consigo me imaginar sábado à noite desesperada ao lado do telefone esperando por alguém ou dando pití de doida porque o cara teve um compromisso com a família, resolveu ficar com amigos, ou simplesmente estava cansado e quis ficar em casa. Cuido eu da minha vida, e gostaria de me ver num relacionamento onde cada um pudesse ser livre pra caminhar na direção que quisesse, sem cobrança, sem obrigatoriedades (veja bem, não estou falando de relacionamento aberto, afinal, egoísta e ciumenta como eu sou, não gosto de dividir nada com ninguém, principalmente homem), quero alguém que esteja comigo na minha presença ou na minha ausência, sem que isso signifique que alguém tem que se anular. Será que o que eu quero é tão utópico assim? Acho melhor continuar correndo no bosque à procura dos unicórnios, pois hoje em dia, por incrível que pareça, está mais fácil encontrar pelo caminho um príncipe encantado que vai fatalmente virar sapo no dia seguinte, do que ser encontrada pelo lobo mau, que além de me enxergar melhor e me ouvir melhor, de quebra ainda me come. Simples assim.

terça-feira, 9 de março de 2010

Bizarrices à parte...

O que eu preciso fazer pra conhecer alguém normal? O que eu preciso fazer pra conhecer alguém que agregue valores diferentes dos meus, embora no mesmo padrão? Confesso que ultimamente estou sentindo até um certo medo em sair de casa e freqüentar os lugares ditos “pra se divertir e conhecer gente nova”. As baladas não se tornaram nada mais do que pequenas lojas dos horrores, com uma alta circulação de homens insensíveis e mulheres vulgares. Constatação esta que foi bastante triste pra mim, que particularmente amo dançar, brincar e logo, sempre adorei uma boa balada.
No entanto isso entra em absoluta dissonância do fato que já mencionei antes que é o meu desejo de conhecer alguém realmente interessante, não pensem que estou falando de um príncipe encantado me resgatando num cavalo branco a fim de sermos felizes para sempre, até mesmo porque não tendo eu muita vocação pra Cinderela, gostaria mais de ser arrebatada pelo Lobo Mau, sob a certeza reconfortante de saber que ele não vai virar sapo de uma hora pra outra.
A questão é, em quais lugares eu posso encontrar pessoas legais, normais , tudo bem, sei que, olhando de perto ninguém é normal, mas convidar uma pessoa que você nunca viu mais loira pra compor um ménage à trois, ou sair dando abraço coletivo, tirando a camisa pra chamar atenção, ou medir de cima a baixo uma mulher estando de mãos dadas com outra chega a ser no mínimo repulsivo (ilustrando tardiamente a minha colocação sobre a pequena loja dos horrores, pois se existem homens insensíveis a ponto de agir dessa forma é porque sem dúvida encontram pelo caminho mulheres vulgares o bastante pra não protestar contra e topar tudo numa boa).
Pode ser que eu esteja exagerando, mas se esse é o meu ponto de vista, e eu não estou disposta a baixar o meu padrão e me colocar no mesmo patamar que o restante da manada simplesmente pra não ficar sozinha. Tudo bem que cada um sabe bem seu calo onde aperta como já diz minha mãe, mas sob a minha ótica prefiro ficar sozinha a mendigar carinho e atenção imaginado que o cara do outro lado vai olhar pra mim e ver que sou a mulher da vida dele. E quando a vontade apertar insuportavelmente, que eu pelo menos tenha consciência de que não se trata de uma via de mão dupla.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Waiting to change

Mais de um mês sem dar as caras e antes que alguém pense que apenas estava seguindo o calendário funcional brasileiro cujo primeiro dia útil é a quarta –feira de cinzas (depois do meio –dia, diga-se de passagem), resolvi manter minha postura sutilmente controversa e postar justamente no segundo dia oficial de celebração da Festa da Carne, ou Farra do Boi, fica a gosto do freguês.
Não sei se tenho tanta coisa assim pra contar desse período em que fiquei afastada (cheguei inclusive a pensar em cancelar o blog).
Tomei decisões que mudarão a minha vida (pelo menos a médio e longo prazo eu diria), tive que me posicionar contrariamente àquilo que meu coração desejava num determinado momento, mas a vida é feita de escolhas e embora não tenha ficado feliz com a situação de maneira geral, estou em paz com a minha consciência e é isso que importa pra mim.
Finalmente me dei conta de que as pessoas podem nos decepcionar de infindáveis formas diferentes e por mais que tentemos relevar por diversas vezes, num belo momento o choque vai ser tão forte, que por um momento você vai se sentir perdido como cachorro caindo da mudança, dependendo apenas do seu instinto pra te levar na direção das pessoas certas (não que em algum momento, mesmo que involuntariamente, elas não venham a te machucar, e você a elas, mas haverá a certeza em relação a um sentimento de amor, cuidado e consideração verdadeiros).
Uma das coisas que aprendi, ou melhor, que entendi nesse meio tempo é que as vezes passam pessoas pela nossa vida que, mesmo sem razão aparente ou coerente, começamos a amar, mas nem sempre essa pessoa vai permanecer na nossa vida de forma ativa e efetiva, a não ser pela lembrança daquilo que a vida quis te ensinar com a situação, e num determinado momento o universo vai se encarregar de dar um bom motivo para que nos desapaixonemos, se é que essa palavra existe, mas ainda assim, por mais que o motivo seja excepcionalmente bom, o processo não é tão rápido quanto gostaríamos que fosse e durante mais um tempinho pelo menos, infelizmente a pessoa ainda será amada por você. Mas será diferente, um misto de amor e ódio, inexplicável, mas enfim, a vida vai seguir , o mundo não vai acabar, e quando menos se espera o plano do universo se cumprirá com maestria deixando daquela pessoa apenas a lição a ser aprendida, seja ela qual for.
Me dei conta numa noite qualquer que o que faz as pessoas nos notarem em meio à multidão não é um vestido novo, um salto alto ou maquiagem, acessório, cabelo escovado, enfim, é tudo isso (antes de taxar a mim mesma de contraditória explicar-me-ei) mas é quando você coloca aquele vestido com o qual você se sente linda, quando calça aquela sandália de salto super alto (que vai causar uma dor nas pernas, pés e costas atroz no dia seguinte) mas que torneia as pernas lindamente e arruma a postura quase que num passe de mágica, quando faz aquela maquiagem de capa de revista (que derreterá em minutos por conta do calor) e gasta uma fortuna para deixar o cabelo o mais próximo possível de candidatar-se a balançar num comercial de shampoo, mas o primordial é você ter plena sapiência de que está fazendo tudo isso por você e não pra chamar a atenção de alguém, ou alguéns, que você ao menos sabe se vale todo o esforço de não ficar entocada em casa, entupindo-se de sorvete de flocos e assistindo episódios repetidos de seriados extintos da Warner. Experiência própria, quando deixamos de olhar pros outros buscando alguém que reconheça todo o trabalho que tivemos pra ficar linda e ao contrario disso, olhar pra si e achar-se linda é pimba na gordichinha e mojo mode on baby, e quando você finalmente cansa de procurar e desliga o radar, sem mais nem menos alguém te acha.
Tentei ser breve e sucinta, até porque como eu disse no começo, não sei se tenho tanta coisa assim pra contar, mas até que pra alguém cuja vida ficou em stand by, ou está ainda nem sei, aconteceu bastante coisa relevante no cenário.