domingo, 14 de fevereiro de 2010

Waiting to change

Mais de um mês sem dar as caras e antes que alguém pense que apenas estava seguindo o calendário funcional brasileiro cujo primeiro dia útil é a quarta –feira de cinzas (depois do meio –dia, diga-se de passagem), resolvi manter minha postura sutilmente controversa e postar justamente no segundo dia oficial de celebração da Festa da Carne, ou Farra do Boi, fica a gosto do freguês.
Não sei se tenho tanta coisa assim pra contar desse período em que fiquei afastada (cheguei inclusive a pensar em cancelar o blog).
Tomei decisões que mudarão a minha vida (pelo menos a médio e longo prazo eu diria), tive que me posicionar contrariamente àquilo que meu coração desejava num determinado momento, mas a vida é feita de escolhas e embora não tenha ficado feliz com a situação de maneira geral, estou em paz com a minha consciência e é isso que importa pra mim.
Finalmente me dei conta de que as pessoas podem nos decepcionar de infindáveis formas diferentes e por mais que tentemos relevar por diversas vezes, num belo momento o choque vai ser tão forte, que por um momento você vai se sentir perdido como cachorro caindo da mudança, dependendo apenas do seu instinto pra te levar na direção das pessoas certas (não que em algum momento, mesmo que involuntariamente, elas não venham a te machucar, e você a elas, mas haverá a certeza em relação a um sentimento de amor, cuidado e consideração verdadeiros).
Uma das coisas que aprendi, ou melhor, que entendi nesse meio tempo é que as vezes passam pessoas pela nossa vida que, mesmo sem razão aparente ou coerente, começamos a amar, mas nem sempre essa pessoa vai permanecer na nossa vida de forma ativa e efetiva, a não ser pela lembrança daquilo que a vida quis te ensinar com a situação, e num determinado momento o universo vai se encarregar de dar um bom motivo para que nos desapaixonemos, se é que essa palavra existe, mas ainda assim, por mais que o motivo seja excepcionalmente bom, o processo não é tão rápido quanto gostaríamos que fosse e durante mais um tempinho pelo menos, infelizmente a pessoa ainda será amada por você. Mas será diferente, um misto de amor e ódio, inexplicável, mas enfim, a vida vai seguir , o mundo não vai acabar, e quando menos se espera o plano do universo se cumprirá com maestria deixando daquela pessoa apenas a lição a ser aprendida, seja ela qual for.
Me dei conta numa noite qualquer que o que faz as pessoas nos notarem em meio à multidão não é um vestido novo, um salto alto ou maquiagem, acessório, cabelo escovado, enfim, é tudo isso (antes de taxar a mim mesma de contraditória explicar-me-ei) mas é quando você coloca aquele vestido com o qual você se sente linda, quando calça aquela sandália de salto super alto (que vai causar uma dor nas pernas, pés e costas atroz no dia seguinte) mas que torneia as pernas lindamente e arruma a postura quase que num passe de mágica, quando faz aquela maquiagem de capa de revista (que derreterá em minutos por conta do calor) e gasta uma fortuna para deixar o cabelo o mais próximo possível de candidatar-se a balançar num comercial de shampoo, mas o primordial é você ter plena sapiência de que está fazendo tudo isso por você e não pra chamar a atenção de alguém, ou alguéns, que você ao menos sabe se vale todo o esforço de não ficar entocada em casa, entupindo-se de sorvete de flocos e assistindo episódios repetidos de seriados extintos da Warner. Experiência própria, quando deixamos de olhar pros outros buscando alguém que reconheça todo o trabalho que tivemos pra ficar linda e ao contrario disso, olhar pra si e achar-se linda é pimba na gordichinha e mojo mode on baby, e quando você finalmente cansa de procurar e desliga o radar, sem mais nem menos alguém te acha.
Tentei ser breve e sucinta, até porque como eu disse no começo, não sei se tenho tanta coisa assim pra contar, mas até que pra alguém cuja vida ficou em stand by, ou está ainda nem sei, aconteceu bastante coisa relevante no cenário.

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