terça-feira, 9 de março de 2010

Bizarrices à parte...

O que eu preciso fazer pra conhecer alguém normal? O que eu preciso fazer pra conhecer alguém que agregue valores diferentes dos meus, embora no mesmo padrão? Confesso que ultimamente estou sentindo até um certo medo em sair de casa e freqüentar os lugares ditos “pra se divertir e conhecer gente nova”. As baladas não se tornaram nada mais do que pequenas lojas dos horrores, com uma alta circulação de homens insensíveis e mulheres vulgares. Constatação esta que foi bastante triste pra mim, que particularmente amo dançar, brincar e logo, sempre adorei uma boa balada.
No entanto isso entra em absoluta dissonância do fato que já mencionei antes que é o meu desejo de conhecer alguém realmente interessante, não pensem que estou falando de um príncipe encantado me resgatando num cavalo branco a fim de sermos felizes para sempre, até mesmo porque não tendo eu muita vocação pra Cinderela, gostaria mais de ser arrebatada pelo Lobo Mau, sob a certeza reconfortante de saber que ele não vai virar sapo de uma hora pra outra.
A questão é, em quais lugares eu posso encontrar pessoas legais, normais , tudo bem, sei que, olhando de perto ninguém é normal, mas convidar uma pessoa que você nunca viu mais loira pra compor um ménage à trois, ou sair dando abraço coletivo, tirando a camisa pra chamar atenção, ou medir de cima a baixo uma mulher estando de mãos dadas com outra chega a ser no mínimo repulsivo (ilustrando tardiamente a minha colocação sobre a pequena loja dos horrores, pois se existem homens insensíveis a ponto de agir dessa forma é porque sem dúvida encontram pelo caminho mulheres vulgares o bastante pra não protestar contra e topar tudo numa boa).
Pode ser que eu esteja exagerando, mas se esse é o meu ponto de vista, e eu não estou disposta a baixar o meu padrão e me colocar no mesmo patamar que o restante da manada simplesmente pra não ficar sozinha. Tudo bem que cada um sabe bem seu calo onde aperta como já diz minha mãe, mas sob a minha ótica prefiro ficar sozinha a mendigar carinho e atenção imaginado que o cara do outro lado vai olhar pra mim e ver que sou a mulher da vida dele. E quando a vontade apertar insuportavelmente, que eu pelo menos tenha consciência de que não se trata de uma via de mão dupla.

2 comentários:

  1. Oi Leticia, escrevi meu segundo comments no blog do Cafa e ainda não tinha visto o seu. Gostei mto do seu raciocínio lá. Vou ler seu texto aqui e depois comento. Abraços!

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  2. olá!
    Primeira vez vitando seu blog, tb vi seu comentário do blog do cafa e resolvi ver sua resposta.
    Sou casada a alguns anos e estou em uma fase de separação. Nunca fui mto de ir a baladas(apesar de gostar de dançar), mas so tive dois relacionamentos e em nenhum pude aproveitar muito nesse sentido.
    Ouço mto sobre o comportamento das pessoas e percebo q a cada dia aumenta a número de pessoas q acreditam q para serem admiradas é necessário liberar geral, beijar na boca de todo mundo e ser bi ta na moda.
    Deixo bem claro que não tenho nenhum tipo de preconceito contra gays, bi e afins.
    Só descordo desses modismos, porisso prefiro continuar fora de moda.
    bjs

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