Pensei em desistir, cheguei a abandonar. Mas voltei. Voltei pois concluí que já não tenho espaço para armazenar meus pensamentos dentro de mim e escrever foi desde sempre a forma que encontrei de manter meu estoque quase inesgotável de idéias atualizado. E foi por essa e por outras razões que decidi voltar.
Foi um longo e tenebroso inverno, uma não tão florida primavera e um interminável e escaldante verão. Alguns entraram e saíram de cena, uns voltaram pro palco e para outros o espetáculo terminou cedo demais. Tivemos algumas participações especiais nessa temporada, e outras não tão especiais assim. Sem dúvidas uma temporada repleta de encontros e desencontros, chegadas e partidas. Teve gente que voltou pro lugar de onde nunca deveria ter saído. Teve gente que teve que ir embora sem saber a dimensão da importância que tinha e sempre terá no conjunto da obra.
Uma temporada de grandes emoções e grandes aprendizados, embora alguns atos não tenham sido aclamados pelo público ou pela crítica. E cada personagem tem uma moral pra sua história dentro do mesmo contexto, onde nem tudo é o que parece e nem tudo que parece ser de fato o é. E antes que eu me esqueça, viva o efeito estilingue, comprovando a tese de que tudo aquilo que vai invariavelmente volta, seja no formato de uma certeza absoluta ou de uma dúvida cruel. E pra quem acreditava que o castigo vinha só a cavalo, hoje ele pode chegar por recado no Orkut ou torpedo SMS.
Foi tempo de descobrir que no mesmo espetáculo posso desempenhar vários personagens diferentes e que ser mocinha e vilã ao mesmo tempo pode até ser divertido, tempo de descobrir que às vezes a força está aonde a gente nem se lembra que guardou, mas que consegue encontrá-la na hora em que a gente menos espera e mais precisa dela, depois haja pulinhos e gritinhos pra agradecer a graça alcançada a São Longuinho.
E se é verdade que de médico e louco todo mundo tem um pouco, chega uma hora em que se deve parar e organizar as “emopatias” angariadas pelo caminho e tentar tratar primeiro das nossas próprias dores e delicias, pois embora o complexo de tartaruga seja grande às vezes carregar o mundo inteiro nas costas pode ser pesado demais. Aprender a lidar com os próprios fantasmas, assumir os riscos apesar do medo e porque não vencer o medo, ou pelo menos lutar contra ele, simplesmente deixando de alimentar o monstro nosso de cada dia. Chega uma determinada hora na vida em que percebemos que não ter certeza absoluta sempre é o grande barato da coisa e num belo e dado momento a única escolha que temos é nos jogar de cabeça simplesmente torcendo pra que haja alguém que nos segure caso não haja uma rede de proteção pra amortecer a queda.
Resumindo a ópera, como sempre o show continua e a vida segue, porém agora sob um céu mais estrelado e por uma estrada um pouco menos colorida.
Foi um longo e tenebroso inverno, uma não tão florida primavera e um interminável e escaldante verão. Alguns entraram e saíram de cena, uns voltaram pro palco e para outros o espetáculo terminou cedo demais. Tivemos algumas participações especiais nessa temporada, e outras não tão especiais assim. Sem dúvidas uma temporada repleta de encontros e desencontros, chegadas e partidas. Teve gente que voltou pro lugar de onde nunca deveria ter saído. Teve gente que teve que ir embora sem saber a dimensão da importância que tinha e sempre terá no conjunto da obra.
Uma temporada de grandes emoções e grandes aprendizados, embora alguns atos não tenham sido aclamados pelo público ou pela crítica. E cada personagem tem uma moral pra sua história dentro do mesmo contexto, onde nem tudo é o que parece e nem tudo que parece ser de fato o é. E antes que eu me esqueça, viva o efeito estilingue, comprovando a tese de que tudo aquilo que vai invariavelmente volta, seja no formato de uma certeza absoluta ou de uma dúvida cruel. E pra quem acreditava que o castigo vinha só a cavalo, hoje ele pode chegar por recado no Orkut ou torpedo SMS.
Foi tempo de descobrir que no mesmo espetáculo posso desempenhar vários personagens diferentes e que ser mocinha e vilã ao mesmo tempo pode até ser divertido, tempo de descobrir que às vezes a força está aonde a gente nem se lembra que guardou, mas que consegue encontrá-la na hora em que a gente menos espera e mais precisa dela, depois haja pulinhos e gritinhos pra agradecer a graça alcançada a São Longuinho.
E se é verdade que de médico e louco todo mundo tem um pouco, chega uma hora em que se deve parar e organizar as “emopatias” angariadas pelo caminho e tentar tratar primeiro das nossas próprias dores e delicias, pois embora o complexo de tartaruga seja grande às vezes carregar o mundo inteiro nas costas pode ser pesado demais. Aprender a lidar com os próprios fantasmas, assumir os riscos apesar do medo e porque não vencer o medo, ou pelo menos lutar contra ele, simplesmente deixando de alimentar o monstro nosso de cada dia. Chega uma determinada hora na vida em que percebemos que não ter certeza absoluta sempre é o grande barato da coisa e num belo e dado momento a única escolha que temos é nos jogar de cabeça simplesmente torcendo pra que haja alguém que nos segure caso não haja uma rede de proteção pra amortecer a queda.
Resumindo a ópera, como sempre o show continua e a vida segue, porém agora sob um céu mais estrelado e por uma estrada um pouco menos colorida.
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