Não existe razão aparente ou coerente para que nos apaixonemos por alguém. A coisa acontece e ponto. Por mais que a gente queira mentir, pro mundo, ou pra gente mesmo. Não adianta. Chamem do que quiser, mas quando você simplesmente sente algo que não sabe explicar, não consegue controlar e não entende como aconteceu, pode ter certeza, você é mais um infeliz felizardo que acaba de se apaixonar. E por mais que você ache que não, que você leve horas, dias, meses, ou até mesmo anos pra se dar conta do que acaba de suceder-se, por mais que você acredite piamente que simplesmente foi com a cara dele (ou dela), creiam-me caros amigos e amigas, a coisa vai muito além do que você imagina. Mas não se desespere, num belo e dado momento você vai se ver obrigado a admitir o fato que se consumou. E acreditem quando eu lhes digo, se você pensa que a partir daí seu problemas findaram-se, está re-don-da-men-te en-ga-na-do. É aí que começa pra valer o sonho mais doce, ou o pior pesadelo!!! Talvez a negação seja o primeiro sintoma, e sem que você se dê conta, esta pessoa estará tomando muito mais tempo útil dos seus pensamentos do que você realmente gostaria. E de repente todas as suas lembranças que estavam de alguma forma relacionadas àquela determinada pessoa tomam outro sentido. Você consegue identificar que aquele tremor inexplicável que você sentiu a primeira vez que ouviu a voz dele consistia em muito mais do que mera afinidade, ou ainda, que o sorriso que você ganhou no meio da aula e que te fez gaguejar quase uma semana não foi uma demonstração de educação e simpatia, foi uma espécie de magnetismo, ou seja, aquela coisa misteriosa que acontece de tempos em tempos, que cabalisticamente, faz com que alguém faça parte da sua vida para sempre, independente do rumo que as vidas tomem, independente da freqüência com a qual você vai pensar nessa pessoa, ou se vai pensar. Mas não dá pra saber como ou quando isso vai acontecer. Pode acontecer a cada 24 horas, ou com a mesma incidência da passagem do cometa Halley pela órbita da Terra. Mas seja quando for, jamais esqueça que consistirá naquilo que chamamos de “cicatrizes da alma”. E assim como qualquer outra cicatriz, ela poderá ser tipo uma quelóide, como as que são causadas por cortes profundos e feridas mal cuidadas, ou superficiais, daquelas que a gente ganhou ainda novinho, quando caiu de patins, ou tentou brincar com alguém que era maior que a gente, daquelas que o resto da vida faz com que a gente acabe esquecendo que está lá, só lembrando quando alguém depois de muito tempo pergunta “o que foi isso no seu queixo?”, ou ainda “como você ganhou essa marca no braço?”. São as marcas que ficam na alma. E a gente vai aprendendo a lidar com elas, pois acabam se tornando parte daquilo que somos. O telefonema que não aconteceu, o beijo roubado, as expectativas somadas, tudo que queríamos ser e acabamos não sendo, pro outro e pra nós mesmos. E assim como um ciclo que se inicia e se acaba, com, ou sem razão aparente aquela pessoa vai embora. Se vai haver outra em seu lugar, bem, espera-se que sim, mas enquanto isso não acontece vamos vivendo e tentando ser felizes com aquilo que a vida tem pra nos oferecer, mesmo que a gente talvez não entenda o que realmente está sentindo. Até que outro cometa atravesse a órbita do nosso universo mais uma vez, fazendo com que toda aquela confusão se repita e, invariavelmente, nos fazendo entender que só o inicio de um novo ciclo determina o encerramento definitivo do ciclo anterior.
Uauuuuuuuuu.... Quanto inspiração!!!!
ResponderExcluirE viva as historias da vida!!!