A semana que antecedeu o feriado de Finados foi particularmente dura para cada uma de nós, sendo assim, tive a brilhante idéia de convidar as meninas para um temaki básico, o que acabou rendendo mais um raro e memorável encontro entre nós quatro. Antes de mais nada expliquemos o motivo da “raridade”. Sempre saímos e viajamos em duplas, ou no máximo em trio, alguém sempre acaba roendo a corda nos 45 do segundo tempo e assim a equipe acaba desfalcada sempre, ou pelo menos na maioria das vezes. Antes de eu me transferir de faculdade no segundo semestre desse ano o contato entre nós quatro era diário praticamente. Mas mesmo com todos os obstáculos e contratempos nós somos brasileiras e não desistimos nunca de reunir a cúpula, e por sorte na semana passada nós conseguimos.
Então, entre um temaki e outro, cada uma contou a sua versão de uma semana a ser esquecida, e por seguinte as possíveis medidas profiláticas para a cura da mesma, o que evidentemente ocorreria em duplas, já que duas estavam a todo vapor com destino a terra do tango e duas teriam que planejar uma rota local para o feriado que estava por vir, no que acaba surgindo uma possibilidade de entretenimento que tempos atrás eu consideraria uma magnífica idéia, abraçando com unhas e dentes, mas que desta vez apresentada me fez pensar melhor antes de literalmente “me jogar”. Em resumo para que se entenda melhor do que estou falando, consistia numa micareta. Mal sou de dar trela pra um que seja quando saio na noite, quanto mais participar da troca de saliva coletiva que via de regra costuma rolar nas micaretas. Mas o que costumava me atrair nesse tipo de festa era a bagunça, literalmente falando. A chance de dançar, cantar, pular e literalmente, parafraseando Claudia Leitte, extravasar, liberar e jogar tudo pro ar. Mas enfim, desta vez eu não achei a idéia magnífica nem de longe, o que me fez pensar que de repente estou ficando velha, ou simplesmente me fez admitir que estou passando de fase na vida.
Quando passamos de fase num jogo a tendência é que o grau de dificuldade aumente. Quando se trata de um jogo de vídeo game, por exemplo, fica mais complicado matar o vilão ou os obstáculos ficam quase intransponíveis, requerendo uma prática adquirida através da quase completa devoção. Quando se trata de um jogo de cartas, à medida que vamos avançando nos vemos quase que obrigados a aumentar gradativamente o valor da aposta, até por uma questão de sobrevivência no jogo, mediante os outros presentes na mesa. E no final das contas, assim como nos jogos, é o que acaba acontecendo na vida. Cada vez que nos propomos a avançar em busca do nosso objetivo, seja ele qual for o risco é cada vez maior em todos os sentidos. O risco de nos machucarmos, emocionalmente ou em alguns casos até fisicamente aumenta de forma nada sensível, em outras palavras, quanto maior é a chance da recompensa maior é a possibilidade de perda.
O fato é que escolhemos quando vamos passar de fase na vida, ou quando vamos aumentar o valor da aposta, lembrando que isso consistirá necessariamente em deixar algumas idéias anteriormente magníficas para trás e depositar um grau de expectativa um pouco maior nas pessoas e nas relações que estabelecemos com as mesmas, sejam elas fraternais, afetivas ou profissionais, o que depende das prioridades que estabelecemos para nós em determinados momentos da vida.
Portanto cabe a nós somente decidir quantas e quais fichas vamos apostar em cada uma das nossas empreitadas rumo à próxima fase, pois segundo uma máxima muito utilizada este final de semana por razões bastante peculiares e que não vêm ao caso, a vida é feita de escolhas.
Então, entre um temaki e outro, cada uma contou a sua versão de uma semana a ser esquecida, e por seguinte as possíveis medidas profiláticas para a cura da mesma, o que evidentemente ocorreria em duplas, já que duas estavam a todo vapor com destino a terra do tango e duas teriam que planejar uma rota local para o feriado que estava por vir, no que acaba surgindo uma possibilidade de entretenimento que tempos atrás eu consideraria uma magnífica idéia, abraçando com unhas e dentes, mas que desta vez apresentada me fez pensar melhor antes de literalmente “me jogar”. Em resumo para que se entenda melhor do que estou falando, consistia numa micareta. Mal sou de dar trela pra um que seja quando saio na noite, quanto mais participar da troca de saliva coletiva que via de regra costuma rolar nas micaretas. Mas o que costumava me atrair nesse tipo de festa era a bagunça, literalmente falando. A chance de dançar, cantar, pular e literalmente, parafraseando Claudia Leitte, extravasar, liberar e jogar tudo pro ar. Mas enfim, desta vez eu não achei a idéia magnífica nem de longe, o que me fez pensar que de repente estou ficando velha, ou simplesmente me fez admitir que estou passando de fase na vida.
Quando passamos de fase num jogo a tendência é que o grau de dificuldade aumente. Quando se trata de um jogo de vídeo game, por exemplo, fica mais complicado matar o vilão ou os obstáculos ficam quase intransponíveis, requerendo uma prática adquirida através da quase completa devoção. Quando se trata de um jogo de cartas, à medida que vamos avançando nos vemos quase que obrigados a aumentar gradativamente o valor da aposta, até por uma questão de sobrevivência no jogo, mediante os outros presentes na mesa. E no final das contas, assim como nos jogos, é o que acaba acontecendo na vida. Cada vez que nos propomos a avançar em busca do nosso objetivo, seja ele qual for o risco é cada vez maior em todos os sentidos. O risco de nos machucarmos, emocionalmente ou em alguns casos até fisicamente aumenta de forma nada sensível, em outras palavras, quanto maior é a chance da recompensa maior é a possibilidade de perda.
O fato é que escolhemos quando vamos passar de fase na vida, ou quando vamos aumentar o valor da aposta, lembrando que isso consistirá necessariamente em deixar algumas idéias anteriormente magníficas para trás e depositar um grau de expectativa um pouco maior nas pessoas e nas relações que estabelecemos com as mesmas, sejam elas fraternais, afetivas ou profissionais, o que depende das prioridades que estabelecemos para nós em determinados momentos da vida.
Portanto cabe a nós somente decidir quantas e quais fichas vamos apostar em cada uma das nossas empreitadas rumo à próxima fase, pois segundo uma máxima muito utilizada este final de semana por razões bastante peculiares e que não vêm ao caso, a vida é feita de escolhas.
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